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Divórcio em 2026, poucos se atentam mas, existem diferenças e passos a serem dados

O fim de um ciclo matrimonial traz dúvidas práticas: Quem fica com a casa? Como fica a guarda dos filhos? Preciso ir ao juiz? No Brasil, o divórcio pode ser resolvido em poucos dias ou levar meses, dependendo da modalidade escolhida.


1. As Modalidades de Divórcio

Existem dois caminhos principais, e a escolha entre eles depende do consenso entre o casal e da existência de filhos menores.

A. Divórcio Extrajudicial (No Cartório)

É a via mais rápida e simples. Pode ser feito totalmente de forma digital (e-Notariado).

  • Requisitos: Consenso total entre as partes (amigável) e ausência de filhos menores ou incapazes (ou se as questões de guarda/alimentos já foram resolvidas judicialmente antes).
  • Vantagem: Rapidez (pode sair em poucos dias) e menor custo emocional e financeiro.
  • Obrigatório: Presença de pelo menos um advogado para ambas as partes ou um para cada.

B. Divórcio Judicial

Ocorre quando o processo precisa passar pelo crivo de um juiz.

  • Consensual: O casal concorda com tudo, mas como há filhos menores, o Ministério Público precisa intervir para garantir os direitos das crianças.
  • Litigioso: Quando não há acordo sobre a partilha de bens, pensão ou guarda. É o caminho mais demorado e custoso.

2. O Passo a Passo: Do Pedido à Averbação

Independentemente do tipo, o fluxo geral segue estas etapas:

  1. Escolha do Advogado: Mesmo no cartório, a lei exige a assinatura de um advogado.
  2. Levantamento de Bens e Dívidas: É necessário listar imóveis, veículos, contas bancárias e dívidas adquiridas durante a união.
  3. Definição de Questões Críticas:
    • Guarda: Em 2026, a guarda compartilhada continua sendo a regra geral, priorizando o convívio com ambos os pais.
    • Pensão Alimentícia: Definida com base no binômio necessidade (de quem recebe) e possibilidade (de quem paga).
  4. Protocolo ou Escritura: Entrada no fórum ou assinatura da escritura pública no cartório.
  5. Averbação no Registro Civil: Após a sentença ou escritura, é necessário levar o documento ao Cartório de Registro Civil onde o casamento foi realizado para atualizar a certidão.

3. Os Regimes de Bens (A Divisão)

O que cada um leva depende do regime escolhido no casamento:

  • Comunhão Parcial (Regra Geral): Divide-se tudo o que foi adquirido onerosamente durante o casamento. Heranças e bens que cada um já tinha antes não entram na partilha.
  • Separação Total: Cada um sai com o que está em seu nome. Não há divisão de bens adquiridos durante a união.
  • Comunhão Universal: Tudo se comunica, inclusive bens anteriores ao casamento e heranças (salvo cláusulas específicas).

4. Diferenças Cruciais: Resumo para Decisão

CaracterísticaExtrajudicial (Cartório)Judicial (Fórum)
VelocidadeMuito Rápido (dias/semanas)Lento (meses/anos)
Filhos MenoresNão permitido*Obrigatório
ConflitoDeve ser amigávelPode ser conflituoso (Litigioso)
CustosTaxas de cartório e honoráriosCustas processuais e honorários

*Nota: Algumas decisões recentes permitem o divórcio em cartório mesmo com filhos, desde que guarda e alimentos já tenham sido discutidos judicialmente. Consulte seu advogado.


5. Dúvidas Comuns

Posso voltar a usar o nome de solteiro(a)?

Sim. A decisão deve ser tomada no momento do divórcio. Se optar por manter o nome de casado, poderá alterá-lo futuramente, mas o processo é mais burocrático.

E o divórcio impositivo (ou unilateral)?

A lei permite que você peça o divórcio mesmo que a outra parte não aceite. Ninguém é obrigado a permanecer casado. Nesse caso, entra-se com o divórcio judicial, e o juiz decreta o fim do vínculo antes mesmo de discutir os bens.


Conclusão

O divórcio não precisa ser uma “guerra”. A tendência atual prioriza a mediação e o divórcio amigável, que preservam a saúde mental dos envolvidos e o patrimônio da família.

Dica de Ouro: Antes de judicializar, tente uma conversa mediada por profissionais. O desgaste evitado vale mais do que qualquer disputa de bens.


Este artigo tem finalidade informativa. Cada caso possui particularidades que exigem a análise de um advogado especializado em Direito de Família.

Ficou com alguma dúvida sobre como funciona a partilha de bens em algum regime específico?

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